Compota de Pérolas

para barrar na mente

Wednesday, June 10, 2009

Que Maravilhas!

Esta é uma noite especial.
É a noite da revelação das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.

Mas depois de Portugal ter empatado 0-0 com a Estónia (colosso do desporto rei mundial!) só nos faltava mesmo verificar que o valor de Portugal não é apenas pequeno no que respeita ao futebol.

Nesta noite soubemos que há embaixadores de outros países que estão em Portugal e que não falam português. Acredito que não seja uma condição para se desempenhar o cargo (o que de si considero um enorme lapso) mas é com tristeza que verifico que, nem com semanas inteiras de antecipação das Maravilhas, em que cada embaixador sabia que poderia ser contemplado com uma vitória de algo que se chama 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, não tenham tido a consideração de ter decorado umas palavras de agradecimento em... português!

Além deste registo, Catarina Furtado falou em inglês com "Jaquim" (palavras da Catarina) de Almeida, ficámos também a saber que o número 7 é o número da sorte da apresentadora e que esta considera Francis "Obikueloooooo" (grito de Catarina ao chamar o campeão olímpico) um homem muito alto, e que considera o responsável da PricewaterhouseCoopers o homem mais desejado do momento, e que acredita que os presidentes de câmara querem despachar tudo, etc, etc... e mais outas tantas maravilhas e pérolas portuguesas!

ahhhh e, para terminar a cerimónia, Boss AC teve apresentação em inglês!

Muito bem!
Parabéns!


no iPod: É Uma Casa Portuguesa
no copo: Douro Reserva, tinto

Sunday, June 07, 2009

Europeias da bola

Nos estádios percebo, na rua antes de entrar para o estádio também percebo, mas confesso que não percebo a razão que leva partidos políticos (sejam eles quais forem) a comemorar vitórias com cânticos retirados às claques futebolísticas.

Liguei a televisão para saber como estava a correr a contagem de votos das Europeias e pensei que a Liga Sagres afinal ainda não tinha terminado.

Mas que raio de cânticos são aqueles entoados pelas juventudes partidárias?
E que raio vêm a ser as brincareiras e os risinhos atrás de quem está a falar?

Seja que partido for! Cada remate, cada autogolo!

no iPod: "Vamos lá Cambada"
No copo: Sumol de laranja

Saturday, May 23, 2009

De regresso ao futuro

Há uma trilogia que ainda hoje me faz olhar para o tempo com olhos mais atentos que o habitual.
Talvez agora que vejo as pessoas cada vez com menos paciência para tudo - e quando digo tudo incluo também a vontade de mudar qualquer coisa - penso mais seriamente nesta trilogia.

As pessoas dizem muitas vezes que, se voltassem atrás, fariam tudo da mesma forma. Por um lado aceito esta falta de arrependimento por aquilo que fazem, mostrando de uma certa forma (enganosa, talvez) que estão bem e são felizes.

Confesso que eu, se voltasse atrás, faria algumas coisas de forma diferente.
Não digo que tivesse deixado de fazer coisas, mas acho que as teria feito de outra forma.

Talvez a frase mais verdadeira seja: "Quem me dera ter 20 anos outra vez... mas saber o que sei hoje!"

Essa compreendo melhor!

Não digo com isto que estou a pensar no que fiz e no que deixei de fazer, nada disso, até porque se começar a pensar muito haverá certamente coisas que me vão ocupar mais tempo do que aquele que tenho para usar com o Hoje e o Agora.

Mas, ver o Regresso ao Futuro faz-me sempre sorrir!

ou talvez este texto seja apenas para me mostrar de que estou de regresso à escrita em forma de blog!

no iPod: All Along The Watchtower
no copo: Douro Reserva 2005

Thursday, November 20, 2008

700 mil euros

Já o valor pago pela viagem para um encontro particular me tinha criado alguma confusão.

Se tivessemos ganho, continuaria a fazer-me alguma confusão.

Se tivessemos empatado e jogado bem, ainda assim ter-me-ia feito alguma confusão.

Mas a mesma confusão que tinha na minha cabeça deve ter passado para a cabeça dos jogadores da Selecção Nacional.
E logo eles a quem 700 mil euros faz tanta falta.

Mas, ora essa, foram para o Brasil na segunda-feira, ainda passearam (acho eu passearam) e, se não passearam, ficaram no hotel - que tanto quanto sei até era razoavelzito.

E vestiram as cores nacionais para perder por 6-2.

A última vez que tal número de golos havia entrado na baliza lusa foi em 1955.
Nessa altura, os jogadores não ganhavam o salário que ganham hoje, não ficavam nos hotéis que ficam hoje, eu ainda não era nascido, e não acredito que se tenham gasto... 140 mil contos.

A Selecção Nacional perdeu por 6-2 pelo preço de 700 mil euros.
Inacreditável!

Talvez eu esteja a exagerar a falar do valor monetário desta viagem e do resultado da mesma em golos e prestígio nacional, mas numa ocasião em que a palavra recessão ganha proporções megalómanas, eu, como desportista, como pessoa, como trabalhador e como cidadão português sinto-me desrespeitado.


no iPod: qualquer coisa que me ponha para cima
no copo: já está vazio

Friday, November 07, 2008

Oba oba

Optei por escrever este post porque já passaram alguns dias e, como não quero que este espaço seja dedicado à política, já posso rabiscar algumas linhas sobre o tema norte-americano.

Há duas coisas que me alegraram pessoalmente e que penso que alegraram a Europa e todo o Mundo:
1 - Não houve muitos "votos em branco";
2 - Nem as eleições resultaram num "tiro no escuro";

Parecem-me dois apontamentos humoristicos pertinentes, talvez de algum "humor negro" (e também este uma piada!), que podem ser usados como introdução às palavras que se seguem.

A curiosidade é uma coisa engraçada, não tão só a curiosidade que se prende com o facto de querer saber coisas novas, mas também a curiosidade sobre temas, também eles, curiosos.

Há curiosidades pouco importantes, mas nem por isso com menos piada, como o facto de McCain ter planeado, em caso de vitória, um churrasco num resort;
Ou as pessoas esperarem cerca de 5 horas para votar;
Ou as palavras do novo presidente (quando ainda era apenas candidato) ao entregar o boletim de voto: "I hope it works!";
Ou existirem locais e formas de votar completamente diferentes;
Ou na TV aparecerem vídeos cheios de efeitos especiais a acompanhar as eleições, mas os locais de voto serem uma espécie de mala blindada aberta e com abas de lado (no caso do voto do presidente eleito), ou uma espécie cabine cuja porta parecia as toalhas de praia usadas antiganmete como porta dos balneários das praias, mas com riscas azuis, encarnadas e brancas (no caso na candidata derrotada à vice-presidência);

Mas há duas imagens que me ficaram na mente e que mostram que, se por um lado o mundo pula e avança, por outro também anda aos tropeções.

Dizia o grande Martin Luther King: "I have a dream"; e parece que o sonho acabou por se realizar:
Por um lado, o facto de um negro estar a votar numas eleições é um grande salto, mas não tão só por isso, este negro está a votar nele próprio, e não tão só, esse mesmo negro que está a votar em si próprio está a fazê-lo nem mais nem menos que nas eleições presidenciais. E, mesmo que não tivesse ganho, este já era um salto tão grande ou maior do que o de Neil Armstrong.

Por outro lado, ainda falta aparecer um Martin Luther King branco e feminino:
Uma pesquisa rápida por leis absurdas mostra que no Alabama, mais concretamente em Jasper, é permitido o marido bater na mulher desde que o pau com que o faça tenha um diâmetro inferior ao seu polegar (ao do homem)
Já no Arizona a coisa muda de figura, o homem não pode bater na mulher mais que uma vez por mês.

Bom, a evolução ainda tem muito caminho para percorrer, mas pelo menos uma coisa já está resolvida (ou quase): acabou-se a bullshit... perdão, a Bush-hit


no iPod: eu queria estar a ouvir Sweet Home Alabama, mas depois de ver as leis, acho que vou ouvir o tema que a cidade de Obama (no Japão) fez para o actual presidente do Tio Sam...

Monday, October 13, 2008

4400

Falaram-me desta série há muito tempo.
E não a vi até há pouco tempo.

Há pessoas com poderes fora do normal. Ou melhor, com capacidades fora do habitual.
Pessoas com telecinesia, com a capacidade de curar pessoas só por poisar as mãos nelas, há pessoas que se regeneram rapidamente.
Em grande parte, com capacidades semelhantes ao que acontece numa outra série: "Heroes".

O Heroes percebo melhor a história, mas também já vi mais episódios dessa do que do "4400".

Mas os "4400" tem uma particularidade curiosa que, apesar de ser o tema de apresentação da série, ainda carece de explicação.
Cada episódio começa com uma pequena introdução que conta que 4400 pessoas desapareceram da Terra misteriosamente regressando 50 anos mais tarde sem terem envelhecido.

Curiosamente, a introdução não conta que eles vieram com capacidades extra. E a série vive exactamente à volta dessas capacidades e não em torno do desaparecimento e do regresso.

Posso ser eu que não compreendo a história, ou que não tenha visto os episódios que contam o que aconteceu a estas pessoas (já vai na Temporada 3), mas falta aqui qualquer coisa.


no iPod:
Feel it - Naturally Seven

Sunday, October 12, 2008

6... 7 ...8

É sem margem para dúvida, o número mais elegante que já vi.
Nem em numeração romana o algarismo tem tanto estilo.

É uma certa pose.
É também movimento e atitude. Confiança e proactividade.
É uma espécie de quarterback do futebol americano, de extremo-base no basket.

Há quem o corte ao meio e lhe dê um aspecto aristocrata. Um certo traço que se assemelha a um laço num smoking.

Há ali qualquer coisa. Quem o desenhou deve ter perdido horas ou deve tê-lo feito com uma rapidez estonteante.
Quem o inventou não ficou três horas a pensar nele. Ou o desenhou num repente ou ficou três meses a imaginá-lo, a desenhá-lo, esboços infinitos.

Há uma segurança no número 7.

Aliás, as maravilhas do Mundo são 7.

Muitas vezes é a melhor música dos álbuns.

7

Tal como diz aquele que me propõe este desafio: não se tratam de músicas da minha vida, mas de temas que tiveram importância em momentos não menos relevantes. Uma grande viagem ao baú das recordações.



Supertramp
Música: Goodbye Stranger

Pinheiros e eucaliptos. Milhares de eucaliptos. A estrada sempre a subir. Curvas e contra-curvas. Apenas com uma faixa para cada sentido, sempre a subir. O meu pai a conduzir, a minha mãe ao lado. A minha irmã atrás da minha mãe e eu atrás do meu pai. Éramos pequenos. Enjoávamos com as curvas. A viagem demorava horas infinitas. Iamos para casa da minha bisavó. Em Serpins, Amiais, Chã. E esta música no radio do carro. Um Datsun amarelo de três portas.



Michael Jackson
Música: The Way You Make Me Feel

Já não morava em Lisboa. Vivia numa aldeia que ainda hoje chamo casa. No meu quarto brincava com os playmobil. O herói salvava sempre a donzela. A minha mãe chama-me da cozinha a dizer que está a dar a nova música do Michael Jackson (que eu já conhecia do Thriller e do Bad). Não me recordo bem do momento, mas começava eu a perceber que aqueles seres lá da escola que usavam totós e vestiam saias podiam ser mais interessantes do que pareciam.



INXS
Música: Disappear

8h00 da manhã. Na sala a música está a tocar aos altos berros. O meu amigo (viviamos três na mesma casa) tinha aulas de manhã e esta era a forma de acordar com pica. Tinha de ouvir a música quando estava a tomar banho. Como a casa de banho ainda é longe da sala, a casa acordava toda às 8h00. Chamavamos-lhe todos os nomes. Era assim quase todos os dias da semana no primeiro ano de universidade.



Guns N' Roses
Música: Paradise City

Férias de Verão. Comigo estava o meu primo, da minha idade. Iamos à cozinha buscar uns copos grandes azuis. No congelador estavam caixas de iogurtes que serviam de covetes para gelo e que não cabiam no copo. Colocávamos o gelo em cima do copo e deixavamos a água cair fininha para derreter o que estava a mais e obrigar o gelo entrar no copo. Tudo no maior silêncio possivel. Era de noite. Os meus pais já estavam a dormir. Tentavamos fazer tudo o mais depressa possível. Chegavamos ao meu quarto e invariavelmente tinha uma K7 no tijolo a tocar G’N’R. Em cima da cama estavam livros aos quadradinhos da Marvel. Eram assim as noites depois de chegar a casa depois da noite.



Faith No More
Música: Midlife Crisis

Sala de aula. Discuti com a professora de Técnicas de Tradução de Inglês porque ela não queria aceitar esta letra dos Faith No More que um amigo meu tinha levado para traduzir na aula.



Neil Young
Música: Rockin In The Free World

Seja cantada por quem for, Maroon 5, Big Country, Natural Disasters, Pearl Jam ou Neil Young, por duetos de Neil Young com Pearl Jam, Neil Young com Bruce Springsteen, ou Pearl Jam com U2, este tema acompanha-me para todo o lado e estava constantemente em compilações que fazia para ouvir no carro quando ainda estava na universidade. E, como há coisas que ficam para sempre, hoje está em praticamente todas as playlists do iPod.



Audioslave
Música: Shape of Things to Come

É o tema que me fez realmente pensar em escrever num blog e, inevitavelmente, abrir o meu próprio blogue e escrever nele com alguma frequência. Se há um tema para o meu blog, é este.


Obrigado, mano, por este desafio!